Não sou daqueles que se desespera diante da não contratação. E sim, da má aquisição. Para trazer alguém, tem que ser melhor do que já se tem em casa. Muitas vezes, a má observação leva a equí- vocos históricos. Beto Silva, por exemplo, está voltando. Quem mandou embora? A paciência que se tem com jogadores que vem de fora é enorme. Os pratas da casa são quase sempre perseguidos no começo. O que salva os jovens, agora, é a proteção da lei. Os clubes precisam sempre fazer contratos longos e estar bem atentos à proximidade do término. Numa comparação pueril entre Grêmio e Atlético-MG, o Galo conta com um ataque de R$ 1,5 milhão, com Robinho e Lucas Pratto. O Grêmio tem Everton e Pedro Rocha. Quem decidiu? Nome famoso é bonito, mas quem decide nem sempre são estes. Forlán, Scocco, Barcos, Elano, Christian Rodríguez, todos caros e nenhum resolveu.

William – O lateral direito do Inter, símbolo de entrega e raça, pisou feio na bola. A nota emitida pelo seu representante (assessor de imprensa só repassa para o papel) é de uma pobreza franciscana. Querer colocar um time como o Inter contra a parede é brincadeira. No Grêmio, Pedro Rocha não estaria querendo assinar por três anos, pois quando quis, o Grêmio não aceitou. Agora renovaria por um. As situações são distintas. William poderia até ter falado com os dirigentes do Inter, mas seu representante o expôs de uma maneira cruel. E ele tem um ano e meio de contrato. E se for para o Palmeiras, não me surpreenderei.

Merreca – O dinheiro oferecido pelo Wolfsburg é esmola. Jogadores que saíram recentemente do clube: De Bruyne (76 milhões de euros), Schürrle (30 milhões de euros), Drexler (42 milhões de euros). E o Willian vale três? Estão de brincadeira. Parceiro Cláudio Dienstmann me auxiliou.

Empolgar – Zago sabe que no começo não precisará empolgar e sim ganhar. Tem que acalmar o ambiente. As vitórias trarão tranquilidade. Ter que gramar na Copa do Brasil, Primeira Liga e Gauchão pode fazer bem para construir um time de forma paulatina. O grande reforço até aqui é a volta de D’Alessandro. Os que saíram e vão sair, nenhum deixará saudades. Absurdo – Minha fonte vem de dentro do Inter. Aliás, mais de uma. É um absurdo um jogador como Ariel custar R$ 750 mil por mês para “não” jogar no Inter. Triste. E fica assim mesmo?

Zagueiro – O problema do Grêmio nunca foi quantidade de zagueiros e sim qualidade. Quantidade pode ser até irrelevante. Tendo quatro bons o resto é conversa mole. Um monte de mais ou menos só atrapalha. E três bons o Tricolor já tem.

Gauchão – Inter, Juventude e Brasil-Pel já chegarão se conhecendo na Série B. Também para isso serve nosso “charmoso” Gauchão, como diz Paulo Brito. Gosto de campeonatos estaduais. Teremos uma disputa muito interessante. De novo, o Grê- mio é o favorito. E quer evitar o hepta do Inter.