Um empresário de futebol manda mais do que o próprio artista. Ele escolhe onde o jogador deve atuar. Ele indica quanto merece receber. O empresário deixa atleta e clubes reféns. Tem tantos e tantos exemplos no passado, que nem vale a pena citar. O mais mala era o de Nilmar. Há poucos dias tivemos repetição destes fatos. No Inter, os laterais são do mesmo empresário (quase dono). Alemão e Uendel pertencem a Fernando García, um ex-funcionário do Corinthians, que hoje tem empresa com outros sócios. No Grêmio, Hamilton Bernard tentou empurrar Ángelo Rodríguez, um centroavante que tem média de gols inferior à de Braian Rodríguez, menos de sete gols por temporada. Não conseguiu. Aí tratou de colocar Jael na parada. Faz dez gols por ano. Tem cem na carreira toda. O Grêmio aceitou de pronto. Até porque ele representa, também, Pedro Rocha e estava complicando a renovação do menino. O representante de William emitiu uma nota fiscal que atrapalha a carreira do atleta. Já não foi convocado para a Seleção por causa disso. E poderá ficar mais de um ano parado, porque teve olho gordo. Empresários deitam e rolam e ainda dizem que a Fifa limitou o seu poder de ação. Piada.

Desesperar jamais – O Grêmio está tendo critérios e descritérios nas contratações. Beto da Silva, Martin Chávez, jovem que vem do Peñarol, e Léo, o lateral do Boa Esporte, se encaixam em contratações para agora e para o futuro. Léo Moura é para quebrar o galho. Michel foi destaque da Série B, mas despontou tarde na carreira. Jael é seja o que Deus quiser. Faltou dar uma tacada antes para, depois, trazer os menos graduados. E o tal de CDD, centro de dados, serve para bem pouco. Os empresários oferecem; se tiver no orçamento, sai negócio. O tal do lateral Roberto, que Renato diz gostar, foi reserva de Thiago Santos, no Santa Cruz. O Grêmio tem Iago, se não for um melhor que ele, fique com o menino.

Cartões – Os cartões corporativos não podem existir em clube de futebol que não tenha dirigentes que saibam controlá-lo. Tem muito cartola que compra vinho de R$ 20 no supermercado e, quando usa o cartão do clube, paga, por baixo, R$ 200 por uma garrafa. Isso é só um exemplo. Um ou outro cartão para o responsável pela viagem e para o presidente e, ainda assim, com fiscalização. Chega de farra.

Rodriguinho – Tite resolveu tirar onda. Convocar Rodriguinho é brincadeira. Está bem que o amistoso é sem muita cobrança, mas que tipo de observação dá para fazer em cima de um reserva do Grêmio e do Corinthians?

Homenagem – Convidar Paulo Paixão é legal. Convocar Robinho, Diego, Diego Souza, Fábio Santos é bom para homenagear carreiras. Camilo, Luan, Walace, Dudu, Luan (zagueiro), Vitor Hugo, Marcos Rocha, Jorge, Danilo Fernandes, Henrique, Scarpa, Willian Arão, ok. Estes sim. Amistoso serve para ver novidades que possam ser usadas no futuro. Diego e Robinho era convocação para Copa de 2006.

Dois milhões – Anderson, Paulão, Ariel, William, Fabinho e outros jogadores menos cotados, custam, juntando os impostos, quase R$ 2 milhões ao Inter. Livrar- -se deles não é fá- cil. A limpeza foi grande e tem que continuar. Onde anda o Brenner que não ouço falar?