Toda lei pode ter muitas interpretações. Para isso, existem as instâncias. Elas precisam ser esgotadas. Vale para qualquer situação da vida. O que não pode, no caso Victor Ramos, é a CBF entender que não precisa mandar o processo para o STJD ou o Tribunal não querer analisar uma questão porque deduz que o contraditório não pode ser ouvido. Vivemos em um mundo em que as coisas têm de ser feitas às claras. Se foi a CBF que errou, ela que seja punida. Se não foi, que se torne inocente. O que não pode prevalecer é a dúvida. O Inter não jogou nada. Time e clube brincaram com a sorte. Incompetência de toda ordem. Mas não dá para misturar os assuntos. Se tiver que jogar a Série B ok, mas lutar é uma necessidade. Se os clubes fossem unidos, a CBF não teria tanto poder assim. Até para fazer coisas erradas.

Chapecoense – Rui Costa deu entrevista para a “Folha de S.Paulo” admitindo que alguns quiseram tirar proveito da Chapecoense. Gostei da criatividade do Rui nas contratações. Está valorizado no cargo. Entendeu o espírito da cidade. Acho que pode dar certo. No entanto, na divulgação do seu histórico recente, tem erro. Ele não foi diretor remunerado do Grêmio de 2012 até 2016. Em 2012, o diretor do Grêmio era Paulo Pelaipe, na gestão Odone. Rui também não foi diretor em 2011. Esteve no Grêmio em 2010 e de 2013 até 2016. Aí, sim.

Reservas – Ter três ou quatro jogadores de qualidade para reserva é obrigação. Mais do que isso, pode ser pepino. Uma coisa é ter dinheiro a rodo como tem o Palmeiras ou ser irresponsável como o Atlé- tico-MG. Outra é saber que o mês tem 30 dias e que uma hora a bolha estoura. Lembro-me do mestre Otacílio Gonçalves analisando a surrada máxima do “bom problema”. Um monte de ondeiros na reserva, só causa perturbação. Ou dura pouco.

Ciumezinho – Jogador, mesmo ganhando bem, caso de Geromel, tem ciumezinho se outros que ganham mais. E não só isso. Comem nas mãos de procuradores (alguns), que envenenam a relação. Jogador tem que saber que cada um tem seu valor de mercado. Quem tem menos idade, rende mais no futuro, e é preciso respeitar o limite das institui- ções. Quem garante que Geromel não foi oferecido ao Flamengo para poder ganhar mais tempo de contrato, aumento salarial, ou para pressionar para receber supostas vantagens prometidas e não cumpridas? Menos, Geromel. E se tiver que ir para o time carioca, Donatti me serve.

Zago – Cobrar algo de Zago, agora, é covardia. Espero que a cultura de demitir após qualquer insucesso pare de ser lei. O Inter tem que saber o que está fazendo. Se Zago foi o escolhido, que fiquem com ele. Precisa ir crescendo, sem sufoco e sem detonar os jogadores. Senão, a chance de subir será cada vez menor. A provação começa agora contra o Veranópolis (Gauchão), Brasil (Primeira Liga) e Princesa do Solimões (Copa do Brasil). Três competições diferentes, mas um só objetivo: construir um time.

Esqueletos – Todo dia cai esqueleto de um armário colorado. Dívidas em profusão. Gastos desmensurados. Ações na Justiça estourando e agora cheque sem fundos (R$ 5 milhões). Um dia vai estancar. Se tomarem providência. Imagina se não troca o comando…