Quando chegou e fez contrato de risco, o meia Douglas era um ex-bom que precisava mostrar serviço. Hoje, Douglas é o melhor jogador do time junto com Pedro Geromel. Se é imprescindível, ou não, o tempo vai nos mostrar, mas na cabeça do torcedor ele já é. A lesão veio em péssimo momento. Bolaños e Maxi Rodríguez são jogadores com outras características, e conseguir alguém bom e barato no mercado é quase impossível. Douglas, o Maestro Pifador, se fez respeitar. E ouvir do doutor Paulo Rabaldo que, ao contrário do que dizem, ele é um cara que se cuida acima da média e que tem um físico privilegiado e sem essa de “gordo”, é um alento. O problema é que a extensão da lesão é violenta e tirou Ramiro dos campos por oito meses e Valdívia por sete. Douglas é bem mais velho. Outra coisa ruim é que no mesmo setor o Grêmio perdeu dois titulares absolutos, o outro, sabemos: Wallace, vendido para o Hamburgo.

Anderson – Fui inventar de brincar que Grêmio e Inter poderiam fazer um troca-troca. E, nesta transação múltipla, o colorado Anderson poderia voltar para o Tricolor e outros jogadores iriam para o Inter. Oitenta por cento dos gremistas mostraram não querer e os colorados, que precisam se livrar de Anderson, topam qualquer negócio. Na vida, qualquer passo em falso é fatal.

Ico Roman – O vice de futebol do Grêmio está precisando de mais alguém, além de Saul Berdichevski, para tocar o departamento. As suas entrevistas estão sendo, muitas delas, desastrosas. Esta de dizer que ver o jogo pela televisão é melhor, é terrível. Quer dizer que agora o técnico Renato Portaluppi vai quando entender necessário? Não é tudo a mesma coisa? Ou até melhor assistir em casa…

Seijas – Sou daqueles que vê algum talento em Seijas. Não tanto quanto ele se vende nas entrevistas. A estatística ser favorável a ele é apenas uma coincidência, pois na prática ele precisa confirmar. O Inter com três volantes poderia ter Seijas num deles. Mas vai marcar? Não vai entregar a bola de graça para o adversário? Vai correr o suficiente? Mesmo os torcedores mais delirantes já estão saturados de esperar.

Princesa – O Princesa do Solimões só tinha uma chance de ganhar do Inter em jogo único pela Copa do Brasil: jogando em casa. Vai atuar em Cascavel, onde terá só torcedores do Inter. Fazer o quê? A média de público no Campeonato Amazonense é de 200 pessoas por jogo. Iria entrar em campo só para pagar para jogar. Atuando no Paraná, vai lucrar R$ 100 mil líquidos, coisa que demoraria uma vida para conseguir. A culpa não é do Princesa, é da CBF que permite qualquer negócio.

Chape – A Chapecoense está se virando como pode. Ontem atuou com os reservas contra o Cruzeiro pela Primeira Liga. Sábado, joga contra o Brusque pelo Campeonato Catarinense, num Intervalo de cerca de 23 horas entre o apito final de um jogo e início de outro. O time vem de derrota por 3 a 0 para o Avaí. Incluindo Libertadores e Juan Gamper, vai disputar oito competições no ano. E viva o calendário do futebol brasileiro.